O conceito de bem-estar está passando por uma transformação. Em vez de acompanhar apenas peso ou atividade física, cada vez mais pessoas monitoram aspectos como qualidade do sono, saúde cardiovascular, função cognitiva e até a saúde intestinal. Ainda assim, menos da metade afirma estar conseguindo alcançar seus objetivos nessa área, segundo o relatório “State of the Consumer 2026”, da McKinsey.
Uma das principais mudanças vem dos dispositivos conectados. Smartwatches, monitores contínuos de glicose e rastreadores de atividade física oferecem informações em tempo real, permitindo que decisões sejam tomadas com base em dados do próprio corpo. O estudo mostra que esse comportamento é mais comum entre as gerações mais jovens: 75% da geração Z e 73% dos millennials afirmam usar esse tipo de ferramenta, contra 55% da geração X e 32% dos baby boomers.
Segundo a consultoria, esse acompanhamento constante acelera mudanças de hábito. Uma pontuação baixa de sono após uma noite de consumo de álcool, por exemplo, pode influenciar escolhas já no dia seguinte. O reflexo também aparece na alimentação. Cerca de metade dos consumidores diz estar reduzindo o consumo de alimentos ultraprocessados, açúcar, álcool e ingredientes artificiais, enquanto cresce o interesse por alimentos ricos em proteínas e fibras.
Para a McKinsey, essa mudança indica que a saúde está deixando de ser tratada de forma ampla e passa a gerar demandas cada vez mais específicas, exigindo produtos e serviços adaptados a diferentes perfis e necessidades.